Cadernos de Poesia - O HOMEM DOS SONHOS
Que nome dar ao poeta
esse ser dos espantos medonhos?
um só encontro próprio e justo:
o de José o homem dos sonhos
Eu canto os pássaros e as árvores
Mas uns e outros nos versos ponho-os
Quem é que canta sem condição?
É José o homem dos sonhos
Deus põe e o homem dispõe
E aquele que ao longo da vereda vem
homem sem pai e sem mãe
homem a quem a própria dor não dói
bíblico no nome e a comer medronhos
só pode ser José o homem dos sonhos
Mas que sei eu
Mas que sei eu das folhas no outono
ao vento vorazmente arremessadas
quando eu passo pelas madrugadas
tal como passaria qualquer dono?
Eu sei que é vão o vento e lento o sono
e acabam coisas mal principiadas
no ínvio precipício das geadas
que pressinto no meu fundo abandono
Nenhum súbito súbdito lamenta
a dor de assim passar que me atormenta
e me ergue no ar como outra folha
qualquer. Mas eu que sei destas manhãs?
As coisas vêm vão e são tão vãs
como este olhar que ignoro que me olha
Nomeei-te no meio dos meus sonhos
Nomeei-te no meio dos meus sonhos
chamei por ti na minha solidão
troquei o céu azul pelos teus olhos
e o meu sólido chão pelo teu amor
terça-feira, 20 de novembro de 2012
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Mês das Bibliotecas
Segundo
os princípios estabelecidos pela International
Association of School Librarianship - IASL, o "Mês
Internacional da Biblioteca Escolar permitirá aos responsáveis pelas
bibliotecas escolares, em todo o mundo, escolher um dia, em outubro, que melhor
se adeque à sua situação de forma a celebrar a importância das bibliotecas
escolares... ". Para
celebrar esta data, a IASL propôs, como habitualmente, um tema aglutinador: Bibliotecas
escolares: uma chave para o passado, presente e futuro.
As bibliotecas são uma das criações
humanas que melhor cumprem este desígnio, de perpetuar, gerar e promover o conhecimento,
no sentido de uma sociedade mais culta e instruída. A importância particular
das bibliotecas no campo educativo faz delas uma das chaves maiores
deste desígnio.
Os alunos do 3.º e 4.º anos convidados a participar nesta sessão visionaram ainda o filme de animação “A Menina que odiava livros” baseado na obra de Manjusha Pawagi, após o qual se debateu a mensagem veiculada pelo filme.
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