"Porque a biblioteca… faz leitores críticos e autónomos, estimula a
curiosidade, a imaginação e a partilha ... ela é o lugar mais fantástico do
mundo!
Acredito
que a biblioteca escolar desempenha uma função indispensável na aprendizagem,
nas atividades desenvolvidas nas várias disciplinas, nos projetos de natureza
interdisciplinar ou transdisciplinar e ainda na ocupação dos tempos
livres.
A todos os
que trabalham, colaboram e usam as bibliotecas escolares desejo um bom ano
letivo 2011.12.
Poeta e ensaísta português, natural de São João da Ribeira, Rio Maior. Licenciado em Filologia Românica e em Direito pela Universidade de Lisboa, obteve o grau de doutor em Direito Canónico pela Universidade Gregoriana de Roma, com uma tese intitulada «Ficção Literária e Censura Eclesiástica». Exerceu, ainda que brevemente, um cargo de director-adjunto no então ministério da Educação Nacional, mas o seu relacionamento com opositores ao regime da época, a participação na greve académica de 1962 e a sua candidatura a deputado, em 1969, pelas listas da Comissão Eleitural de Unidade Democrática, levaram a que as suas actividades fossem vigiadas e condicionadas. Ocupou, ainda, um lugar de leitor de Português na Universidade de Madrid (1971-1977). Regressado, então, a Portugal, foi-lhe recusada a possibilidade de leccionar na Faculdade de Letras de Lisboa, dando aulas na Escola Técnica do Cacém, no ensino nocturno. Em 1991 foi condecorado, a título póstumo, com o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant'iago da Espada.
Tendo sido, na sua passagem pela imprensa, director literário da Editorial Aster e chefe de redacção da revista Rumo, os seus primeiros livros de poesia foram Aquele Grande Rio Eufrates (1961) e O Problema da Habitação (1962). Às colectâneas de ensaios Poesia Nova (1961) e Na Senda da Poesia (1969), seguiram-se obras cuja temática se prende ao religioso e ao metafísico, sob a forma de interrogações acerca da existência. É o caso de Boca Bilingue (1966), Homem de Palavras(s) (1969), País Possível (1973, antologia), Transporte no Tempo (1973), A Margem da Alegria (1974), Toda a Terra (1976) e Despeço-me da Terra da Alegria (1977). O versilibrismo dos seus poemas conjuga-se com um domínio das técnicas poéticas tradicionais. A sua obra, organizada em três volumes sob o título Obra Poética de Ruy Belo, em 1981, foi, entretanto, alvo de revisitação crítica, sendo considerada uma das obras cimeiras, apesar da brevidade da vida do poeta, da poesia portuguesa contemporânea.
Apesar do curto período de actividade literária, Ruy Belo tornou-se um dos maiores poetas portugueses da segunda metade deste século, tendo as suas obras sido reeditadas diversas vezes. Destacou-se ainda pela tradução de autores como Antoine de Saint-Exupéry, Montesquieu, Jorge Luís Borges e Federico García Lorca. Em 2001, publica-se Todos os Poemas.
Que nome dar ao poeta esse ser dos espantos medonhos? um só encontro próprio e justo: o de José o homem dos sonhos
Eu canto os pássaros e as árvores Mas uns e outros nos versos ponho-os Quem é que canta sem condição? É José o homem dos sonhos
Deus põe e o homem dispõe E aquele que ao longo da vereda vem homem sem pai e sem mãe homem a quem a própria dor não dói bíblico no nome e a comer medronhos só pode ser José o homem dos sonhos
Mas que sei eu
Mas que sei eu das folhas no outono ao vento vorazmente arremessadas quando eu passo pelas madrugadas tal como passaria qualquer dono?
Eu sei que é vão o vento e lento o sono e acabam coisas mal principiadas no ínvio precipício das geadas que pressinto no meu fundo abandono
Nenhum súbito súbdito lamenta a dor de assim passar que me atormenta e me ergue no ar como outra folha
qualquer. Mas eu que sei destas manhãs? As coisas vêm vão e são tão vãs como este olhar que ignoro que me olha
Nomeei-te no meio dos meus sonhos
Nomeei-te no meio dos meus sonhos
chamei por ti na minha solidão
troquei o céu azul pelos teus olhos
e o meu sólido chão pelo teu amor
Segundo
os princípios estabelecidos pela International
Association of School Librarianship - IASL, o "Mês
Internacional da Biblioteca Escolar permitirá aos responsáveis pelas
bibliotecas escolares, em todo o mundo, escolher um dia, em outubro, que melhor
se adeque à sua situação de forma a celebrar a importância das bibliotecas
escolares... ". Para
celebrar esta data, a IASL propôs, como habitualmente, um tema aglutinador: Bibliotecas
escolares: uma chave para o passado, presente e futuro.
Uma
chave para o passado, porque sem memória e transmissão do conhecimento
seria impossível receber a herança e património de saberes, que hoje nos
identifica a todos; uma chave para o presente, porque só através do
domínio da informação e gestão do conhecimento, que configuram a nossa era,
podemos dar continuidade a esse legado, enriquecê-lo e projetá-lo no tempo; uma
chave para o futuro, porque este dependerá sempre da ação, expectativas
e capacidade de gerir as mudanças com que o desejamos tecer.
As bibliotecas são uma das criações
humanas que melhor cumprem este desígnio, de perpetuar, gerar e promover o conhecimento,
no sentido de uma sociedade mais culta e instruída. A importância particular
das bibliotecas no campo educativo faz delas uma das chaves maiores
deste desígnio.
Deste modo, e a propósito das comemorações do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, os alunos do novo Centro Escolar Poeta Ruy Belo assistiram no dia 25 de outubro de 2012 à palestra " Passado, Presente e Futuro das Bibliotecas" onde se ilustraram as principais etapas da história das bibliotecas e divulgaram os serviços disponibilizados pela Biblioteca Escolar.
Os alunos do 3.º e 4.º anos convidados a participar nesta sessão visionaram ainda o filme de animação “A Menina que odiava livros” baseado na obra de Manjusha Pawagi, após o qual se debateu a mensagem veiculada pelo filme.